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parceiro responsável pela parceriaFCT / UNL - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Designação da parceriaGO - Fortificação de batata em cálcio
Iniciativa a desenvolverDesenvolvimento de tecnologia para produção de batata (variedades Agria, Picasso e Memphys) biofortificada em cálcio. O novo produto será elaborado de acordo com os requisitos da Alta Segurança Alimentar e as directivas da União Europeia para o sector
Parceiros
Prioridade TemáticaMelhoria da integração nos mercados
Domínios
NUTS IPortugal Continental
Identificação do problema ou oportunidadeO cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano (99% nos ossos e dentes e 1% no sangue, fluídos extracelulares e células de tecidos moles). Porém, a deficiência do cálcio, para além de afectar a contração muscular, coagulação sanguínea e a transmissão nervosa, pode induzir o raquitismo em crianças e a osteomalácia em adultos.

Neste contexto, a evolução de carências em cálcio no organismo ao longo da vida do ser humano depende da formação óssea no começo da vida, do acúmulo de cálcio nos ossos e da quantidade de massa óssea nas idades mais avançadas.

Com a biofortificação de alimentos em cálcio, as populações com acesso limitado aos mercados e sistemas de saúde podem ser beneficiadas, pois as elevadas taxas de consumo destes produtos permitem um maior sucesso / impacte dos Programas de Biofortificação (tal como aponta a OMS - http://www.who.int/elena/titles/biofortification/en/ - e o Centro Internacional da Batata - http://cipotato.org/ - ).

Neste contexto a batata, porque é um alimento cuja produção a nível mundial ocupa o 3º lugar, possui um enorme potencial para reduzir o défice de cálcio.

Porém, a biofortificação de batata em cálcio coloca questões de índole técnica, cientifico, económico e social, nomeadamente: Que variedades selecionar para futura exploração num contexto nacional e internacional? Que tipo e forma de adubação deve ser aplicada? Que implicações para as tecnologias de transformação nas indústrias alimentares? Que alterações na carga nutricional do produto biofortificado? Que níveis de bioassimilação ocorrem após biofortificação?

Propõe-se assim a obtenção de batata biofortificada, e disseminar informação técnica junto de produtores e indústria transformadora, considerando as necessidades das populações. Satisfazem-se ainda as necessidades de competitividade da cadeia agro-industrial nacional ligada à batata (Solanum tuberosum), e incrementam-se as potencialidades para exportação nos mercados internacionais.
Objetivos visados Não existindo, em Portugal, batata biofortificada em cálcio mas possuindo indicadores de competitividade elevada consideram-se os seguintes índices / objectivos:

A. Ao nível da produção e transformação

1º-Optimização da resposta varietal de 3 genótipos, com elevados índices de comercialização nacional, para a biofortificação em cálcio e visando a optimização da produção.

2º-Localização tecidular do cálcio, visando o subsequente processamento industrial (desidratados e congelados).

3º-Caracterização de alterações nutricionais associados à biofortificação da batata em cálcio.

B. A nível económico

1º-No âmbito da produção convencional de batata, face aos custos incidentes no preparo do solo, plantio e amontoa, dessecação e colheita, a produção de 1 ha de batata tem um custo médio de 6000 euros (sendo cerca de 1000 euros destinados à adubação – de fundo, dotação de rega e folear – nos dois últimos casos com nitrato de cálcio a 15,5% e quelato de cálcio a 14%; com uma aplicação média de 80kg de cálcio) e uma produção que oscila entre 35-40 ton. A comercialização de batata oscila entre 0,2-0,25 euros por kg (logo, 200-250 euros por tonelada ou 7000-10000 euros por ha).

2º-No âmbito da biofortificação da cultura estima-se uma aplicação de 120 kg Ca/ha, correspondente a um custo médio de 1500 euros. Neste enquadramento, numa perspectiva minimalista estima-se uma mais-valia económica acrescida em 5-10 cêntimos por kg (assim, face a um custo de produção média de 6500 euros, estima-se uma comercialização de 0,25-0,3 euros por kg de batata biofortificada, logo 250-300 euros por tonelada e 8750-12000 euros por ha).

3º-Em conclusão com a produção de batata biofortificada em cálcio, o objectivo deste projecto será a criação de um produto inovador, sem factores concorrenciais a nível nacional e com um acréscimo de rentabilidade média que em relação à comercialização actual corresponde a 55%.
Tipologia de resultados a atingir e potenciais beneficiáriosA nível societal, porque o desenvolvimento de produtos alimentares de base com características funcionais (batata biofortificada em cálcio) promove a saúde pública numa base bioeconómica sustentável, tal como propõe a Comissão Europeia (http://ec.europa.eu/research/bioeconomy/index.cfm?pg=home), promovem-se estratégias, sinergias e complementaridades com outras áreas políticas, instrumentos e fontes de financiamento que partilhem os mesmos objetivos, nomeadamente as políticas no domínio do ambiente, indústria, emprego, energia e saúde.

Neste enquadramento prevê-se o desenvolvimento de tecnologias e a produção de batata naturalmente fortificada em cálcio, que se antevê estar na base de um mercado potencial por favorecer a prevenção de várias doenças, nomeadamente, o raquitismo em crianças e a osteomalácia em adultos.

Detalhando, pretende-se obter e disseminar os seguintes resultados junto dos potenciais interessados na produção de batata biofortificada em cálcio:

1º-Itenerário técnico para produção de batata biofortificada em cálcio.

2º-Em paralelo com a aplicação clássica de adubo, insecticidas e fungicidas, um descritivo técnico sobre os tipos, acção, concentrações, e tempos de aplicação dos adubos testados (na adubação de fundo, na dotação de rega e folear) durante o desenvolvimento fenológico da cultura.

3º-Resposta varietal (genótipos Agria, Picasso e Memphys) à biofortificação em cálcio, considerando teores de acumulação e localização tecidular do cálcio (essencial à industrial de desidratados e congelados).

4º-Coeficientes de produção / produtividade e a consequente rentabilidade económica média em caso de comercialização sem transformação / processamento industrial.

5º-Mapeamento nutricional da fécula biofortificada (elementos minerais, glícidos, proteína, lípidos e ácidos gordos).

6º-Condições óptimas (temperatura e tempos de decaimento térmico) de secagem e conservação da batata durante 6 meses e identificação de contaminantes microbiológicos e de taxas de degradação nutricional (i.e., considerando os parâmetros nutricionais indicados em 5º).

7º-Possiveis vias alternativas para comercialização nos planos nacional e internacional.
InterlocutorFernando José Cebola Lidon
MoradaFaculdade Ciências e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa
LocalidadeCaparica
Código postal2829 - 516
Telefone965146855
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