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Iniciativa - mais informação
parceiro responsável pela parceriaINIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
Designação da parceriaOak®eGeneration
Iniciativa a desenvolverCriação de áreas de regeneração natural (“natural regeneration hotspots”) de sobreiro e de azinheira nos montados nacionais
Parceiros
Prioridade TemáticaMelhoria da gestão dos sistemas agroflorestrais
Domínios
NUTS IPortugal Continental
Identificação do problema ou oportunidadeA ausência de áreas de regeneração natural (natural regeneration hotspots) é a principal ameaça à persistência e sustentabilidade económica e ecológica dos montados de sobro (Q. suber) e de azinho (Q. rotundifolia) no sul de Portugal. Por definição, áreas de regeneração natural de sobreiro e de azinheira são áreas de arvoredo denso, de estrutura jardinada e jovem, com altura total entre 5 cm (mínimo) e 130 cm (máximo). Nestas áreas, a regeneração está bem adaptada às condições locais (edafoclimáticas e biofísicas) e, por essa razão, tem elevadas taxas de sucesso, no entanto, no contexto da gestão atual dos nossos montados, as áreas de regeneração natural são cada vez mais restritas, raras e aleatórias. Esta incidência é motivo de preocupação para os proprietários/gestores florestais que necessitam, urgentemente, de implementar práticas de gestão adequadas para: i) aproveitar e gerir as áreas de regeneração natural que ocorrem espontaneamente nos seus montados e, mais importante; ii) sistematizar as condições locais favoráveis ao aparecimento das áreas de regeneração natural e replicá-las em outras áreas potenciais. Ao ampliar a área de ocorrência de regeneração natural com sucesso no seu montado, os proprietários/gestores florestais asseguram a sustentabilidade ecológica e económica de um sistema agroflorestal de alto valor ambiental no âmbito dos domínios 2.2 e 2.3 da temática 2 (Melhoria da Gestão dos Sistemas Agroflorestais) da Política de Desenvolvimento Rural.
Objetivos visados O principal objetivo é contribuir para dotar os proprietários/gestores florestais de modelos de gestão para a criação e manutenção de áreas de regeneração natural de sobreiro e de azinheira. Estes modelos de gestão deverão promover a adequação das atuais técnicas de controlo de vegetação espontânea e de mobilização do solo (método, intensidade, periodicidade) na condução de povoamentos juvenis, nos seus primeiros anos de vida, e têm como foco a preparação de boas condições físicas (edafo-fisiográficas) e ecológicas (eliminação de competição da vegetação espontânea) das áreas de agricultural set-aside para o desenvolvimento de regeneração natural e de povoamentos jardinados durante todo o período de exclusão de atividade produtiva. Para isso, é necessário compreender os padrões de ocorrência de regeneração natural de sobreiro e de azinheira nas áreas de agricultural set-aside à escala local para o sobreiro (em condições de clima mais mésico, em que a proximidade do Atlântico proporciona pequenas oscilações térmicas); e para a azinheira (em condições de clima mais xérico, onde a continentalidade proporciona uma maior amplitude térmica e menor humidade relativa). A compreensão desses padrões, para o sobreiro e para a azinheira, passa por responder a duas questões principais: i) Qual o período mínimo de agricultural set-aside?; e ii) Qual é a dinâmica da influência do tipo de vegetação espontânea (matos) na regeneração natural no período de agricultural set-aside?
Tipologia de resultados a atingir e potenciais beneficiários"Esta iniciativa está orientada para a obtenção de modelos de gestão das áreas agricultural set-aside para o sobreiro e para a azinheira em áreas de montado similares, após avaliação dos resultados obtidos pela aplicação das diferentes técnicas de controlo da vegetação espontânea, de mobilização do solo e de transformação de biomassa vegetal nas áreas espontâneas de agricultural set-aside estudadas, compatíveis com o modelo agro-silvo-pastoril de gestão das áreas de montado de sobro ou azinho. A execução de técnicas adequadas no controlo de vegetação espontânea (matos), de mobilização de solo e de transformação da biomassa vegetal devem traduzir-se num período ótimo (mais curto) de agricultural set-aside. Após a aplicação das várias técnicas, os resultados obtidos serão aferidos pelo grau de ajustamento das curvas de densidades observadas nas diferentes áreas de agricultural set-aside às curvas teóricas de densidade dos povoamentos jardinados de sobreiro e azinheira. Estes modelos poderão ainda ser utilizados para gerir áreas de regeneração natural assistida, ou mesmo áreas de regeneração artificial, na mesma área.
A longo prazo, estes modelos de gestão de áreas de agricultural set-aside contribuem para um aumento da biodiversidade, de corredores biológicos, para o sequestro de carbono, para proteção do solo e melhoramento e constituem a solução ecológica e económica mais sustentável.
As áreas de regeneração natural podem constituir o potencial genético e produtivo dos montados do qual depende a sua sustentabilidade ecológica e económica. A conservação das áreas de regeneração natural através da gestão silvícola e a sua replicação em áreas similares potenciais, adequadas aos objetivos de gestão a nível local e regional, podem determinar a médio prazo a sustentabilidade dos montados ao nível regional. Potenciais beneficiários diretos deste projeto para a sua conservação e para a sua ampliação são: produtores e gestores florestais e ainda, no caso do montado de sobro, todos os intervenientes na cadeia de valor da cortiça. Dada a importância destes ecossistemas na cadeia de (alto) valor ambiental, todos os stakeholders da cadeia de valor são beneficiários, do proprietário até à sociedade em geral.
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InterlocutorAugusta Costa
MoradaQuinta do Marquês
LocalidadeOeiras
Código postal2780 - 157
Telefone214463740
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